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22 de jan de 2010

[Republicação] Inibidos Pelo Medo

Temer o desconhecido e as conseqüências que algo novo pode trazer é algo plenamente normal. Diria que faz parte da natureza humana. A questão é que este temor pode, assim como em qualquer outro segmento da vida, trazer uma imensa lentidão e irritação a nós liberais - no que se refere à realização de fantasias. Encontros que são adiados, alguns parecem cada vez mais perto de não acontecer, pura e simplesmente por haver o fator MEDO. O desejo e o pavor, no caso, percorrem caminhos análogos. E isso nos leva a tentar descobrir uma “fórmula” que nos traga tranqüilidade para que consigamos seguir em frente, – e mesmo havendo medo, realizar fantasias sem sair machucados ou desapontados.

Em uma conversa ouvi de um casal que a esposa, apesar de ter imensa vontade em realizar uma troca de parceiros (swing), acabou inibindo, por algum tempo, o seu desejo por ter medo da reação do seu parceiro ao vê-la ter prazer com outro homem. Este temor a levou idealizar uma cena de final catastrófico. O fato dela ter tido um orgasmo diferente daquele que geralmente tem com seu companheiro, o levaria – em sua imaginação – a buscar outras mulheres (ou seja, ser infiel) ou acabar com o casamento.

Resumir o medo apenas como insegurança é, talvez, analisar a questão de forma superficial. Mas eu, que não sou especialista no assunto, apenas consigo destacar este motivo. A ótica da insegurança cabe a diversos grupos de pessoas como, por exemplo, aos casais iniciantes. Onde o medo é oriundo da falta de experiência, isto é, a falta de conhecimento PRÁTICO gera uma série de receios como, por exemplo, a certeza de estar buscando algo que realmente queira ou que se esteja pronto para fazer (eu já vi casal desistir da transa quando as coisas iam as vias de fato...). Outro aspecto que reparei, quanto a insegurança, é que ela varia de acordo com o sexo. As mulheres temem por amor. Os homens temem por abusos (outros caras se engraçarem, sem autorização, com suas parceiras) e desempenhos.

Medos dos mais variados levam algumas pessoas a abrirem mão de um desejo, que a princípio tem base na curiosidade. A mulher tem vontade de fazer dupla penetração, mas teme sentir dor. O homem quer fazer ménage masculino, mas teme algum tipo de abuso do single ou o surgimento de algum rótulo por parte de outras pessoas (isto é, ele não quer ser chamado nem de corno e nem de viado). O casal quer fazer troca, mas um com menos vontade que o outro e este com mais medo do “afastamento” que o outro (a esposa não quer ver seu marido se esbaldando com a senhora alheia, sem sequer sentir ele perto). O homem quer fazer o ménage feminino, mas a parceira teme por uma carência afetiva da solteira e a possibilidade de surgir um envolvimento mais emocional que rume para a infidelidade (conheço casos).

Todos, em alguma ocasião, temos algum tipo de medo. Eu – quando iniciei – temia por uma rejeição (levar NÃO de alguém em um encontro). Até eu perceber que era muita vaidade e babaquice da minha parte, então – como diz Marta – relaxei e gozei. O sucesso da minha reflexão (risos) me permite a aconselhar que se tente uma adequação do temor à realidade a ser vivida (isto é, se tem medo de rótulos, abuse do sigilo e discrição. Por aí vai...). Entre os casais o diálogo é de suma importância e em todos os casos o fazer (com base em vontade/querer) se faz necessário. A frase que me vem à cabeça para terminar este texto é tão absurda quando pertinente: “ligue o foda-se e seja feliz



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Por Brad Montana

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