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2 de fev de 2010

[Republicação] Panela Swingueira

É da natureza humana a formação de grupos. O bicho Homem necessita de outros para sobreviver. Isso a sociologia explica, estuda e, inclusive, tem termos “técnicos” pra definir este tipo de comportamento. No meio Liberal, assim como em qualquer outro segmento social, a formação de grupos (círculos) de amizade também acontece. Porém, além dos tradicionais aspectos de aproximação/identificação como, por exemplo, intelecto e fator econômico, há em nosso meio a circunstância sexual. De fato, por mais que uns não concordem, a maior parte das aproximações acontece motivada pelo interesse sexual. Ao meu ver, não há nada que desqualifique uma amizade que se inicia com esta proposta ou, até mesmo, condição. Aproximar-se de uma ou mais pessoas com intenção de ir pra cama com elas é, em nosso meio, algo plenamente compreensível. A questão é que muitas vezes este interesse é mascarado através de um excesso de socialização. Nos grupos organizados (aqueles de nomes pomposos, de Sociedade LTDA - risos) é evidente tal coisa. Eu, particularmente, vejo como sendo este o motivo de determinados rachas que ocorrem em oito entre dez “panelas”. Então, será que o casais de outrora estavam com razão quando diziam que sexo liberal é sexo e ponto (agora fiquei com dúvida. Eu que sempre não concordei e falei mal disso, será que vou me contradizer?!)?

Bem, antes de ter a minha primeira relação com casal, eu enxergava o meio Liberal e seus elementos como libertino e pervertidos, respectivamente. Por este motivo tive muita dificuldade para iniciar. Depois de três experiências, enfim chegou a mim a luz da compreensão. Eu vislumbrei amizades e valores como, por exemplo, lealdade e caráter. A partir de então passei a acompanhar e participar de fóruns e blog’s destinados ao público swing. Em um deles li de um casal bastante experiente que a maior parte das amizades era hipócrita. E que para que fossem evitadas decepções, como a perda de amigos ao término da química sexual, era preciso, apenas, tornar a relação digna de uma trepada. Analisando a questão de forma fria e sem partidarismo vi que, sexualmente falando, não havia incoerência. Afinal, estando enquadrada a terceira pessoa nos seus requisitos de envolvimento (estética, educação e outras coisas que são observadas a curto prazo), você pode ir pra cama com ela sem ter se tornado amigo e, talvez, sem intenção de. Por outro lado, tal conduta me pareceu muito "mecânica" (pra não dizer primitiva ou pouco humana) e eu, particularmente, não vi diferença de tal ato para, por exemplo, sexo pago (coisa que curti com meus 18 anos e hoje já não tem graça).

A partir daquela leitura passei a ficar mais atento ao comportamento dos amigos liberais. Muitos vieram a confirmar tal teoria, outros, digamos que, não fediam e nem cheiravam, alguns (pareciam poucos) comportavam-se de maneira contrária, ou seja, mostravam-se AMIGOS! Antes de prosseguir, para que ninguém fique melindrado, quero dizer que: por mais de uma vez fiz sexo com casais que buscavam, simplesmente, sexo. Neste ponto, concordando com a Teoria da Condição Básica de Uma Trepada, preciso dizer que, realmente, em dadas ocasiões não se faz necessário mais que estética, educação e química (como aconteceu em alguns dos meus rolos). Porém, pra efeito comparativo, as ocasiões em que houve o fator amizade (interesse nela antes e manutenção depois), foram superiores em grau de intensidade e qualidade.

Depois de algum tempo, enfim, consegui compreender o por que daquele casal ser tão incrédulo com amizades no meio e a favor do trepar por trepar. Observando alguns grupos de casais (dos mais simples aos mais organizados) percebi que, inevitavelmente, há problemas dentro deles, ou melhor, brigas, desentendimentos, rachas,... O excesso de socialização faz com que o grupo adquira características sociais (tradicionais) como: intriga, patrulhamento e competição. Há os que são vaidosos, há os que são orgulhosos e há, também, os espalhafatosos que cismam (mesmo sem talento) em "aparecer" e liderar (parecem que tentam suprir dentro do swing a vontade frustrada de ser celebridade lá fora). Em dado momento a tampa (plástica) da panela de pressão estoura. Alguns integrantes a deixam, outros permanecem. Mas, independente do rumo, fica para todos, pelo menos, uma ligeira amargura ou decepção. Os que ficam na panela erguem a cabeça, enchem o peito e tentam tocar o barco se agarrando em suas razões. Os que saíram não demoram muito pra criar uma nova e própria panela, e assim como os que ficaram estão, também, cheios de razões (que a própria Razão desconhece).

Pois é, o texto caminhava para um desfecho trsite até que, felizmente, um desses grupos que promovem peladas (futebol) deu um show de solidariedade. Uma iniciativa completamente desprovida de interesse sexual e, principalmente, sem apelo vaidoso (vulgarmente falando, vontade de aparecer). Tratava-se de um auxílio a um casal do meio, ou melhor, a um parente acidentado do mesmo. Percebi, então, que não é o excesso de socialização que faz surgirem atritos. Os problemas acontecem porque FELIZMENTE somos uns diferentes dos outros. Alguns têm caráter, outros não. Alguns são ponderados, outros exagerados. Sendo assim, por menos afetivo ou intenso que seja o convívio, brigas podem acontecer. Isso é peculiar da raça humana. Pára e pensa: você já se desentendeu (ou chegou perto de) com uma pessoa fora do seu convívio? Eu já! Enfim, não importa qual o seu perfil (transar por transar ou fazer amigos e transar), divirta-se pra valer, como adulto que é, cuide-se para não muito se desapontar e espere por surpresas - boas ou ruins. Bem vindos ao mundo (swing)!


É isso, fique ligado e a vontade...





Por Brad Montana

2 comentários:

  1. Genial o texto, Brad. De fato uma circunstância comum no swing. Mas, como bem falou, em qualquer outro. Acho que o que vai dizer se tal panela vai ter "sucesso" em sua formação, na sua manutanção, são as verdadeiras afinidades dos evolvidos. Isso vai além do sexo. Ou seja, as personalidades precisam se combinar e o caráter também.

    Gostamos do retorno, vamos acompanhar de perto.

    Abraço meu e beijos da sra. Pecado - que falou que você está um gato, mas eu não acho. hahaha

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  2. Eu discordo do casal pecado , pois acredito
    que toda panela esta fadada ao fim. Não acredito que possa ocorrer "sucesso". Uma hora um quer uma coisa e o outro outra coisa... Eu digo isso pq estou nesse meio a 4 anos, ja fiz parte de todas as panelas possiveis, fui uma das queridinhas desse meio, mas uma hora ate pro queridinho do grupo CANSA. Enche o saco mesmo!
    Não que o mundo swing seja falta de maturidade, mas chega sempre o momento que você cansa mesmo.
    E a corrente se quebra quando seus elos vão se partindo. Acho q é algo ate natural . Do tempo que entrei nesse mundo os casais, solteiros e solteiras que ainda se encontram presentes nele, são os que de alguma maneira se beneficiam do swing, promovendo festas e tal. As pessoas que apenas curtiam não tenho nem mais contato. E olha que em 4 anos conheci MUUUUITA gente.
    E a questão da fofoca e problemas internos, sempre achei natural pq no mundo liberal ou no mundo real, sabemos que lidamos com pessoas, e pessoas diferentes, com pensamentos , idéias e principalmente carater diferente. Encontrei no meu caminho pessoas de todos os tipos, você Brad por exemplo considero amigo meu pessoal a anos, mas teve pessoas que infelizmente causaram minha antipatia. Isso não acredito ser um problema do swing e sim um problema do cotidiano mesmo.
    Acho que o bom do swing ou das panelas em si, é as amizades que formam. Amizades que digo de forma individual , tipo eu e você.
    Espero que tanto nesse mundo liberal, ou no mundo em que diariamente vivemos, nós enquanto SERES HUMANOS ( swingueiros ou não) aprendamos a dar valor ao que verdadeiramente é digno de ser valorizado, como amizade, sexo e afins.

    Bjo na boca minha delicia!
    Sua fã number one!

    Dani scarpelle, ou sua velha amiga
    Danadinha Rj ! kkkk

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