26 de fev de 2010

[Republicação] Cartas na Mesa

Nada melhor que estabelecermos, antes que aconteça qualquer coisa, quais são os limites. Para enfatizar o tema irei citar um pequeno trecho de uma conversa que tive com um casal (pensando ainda em “partir para algo a mais”). Sentados em uma mesa de um barzinho, feitos os devidos cumprimentos e apresentações, passada a timidez do primeiro contato, chegamos ao assunto que nos levou até ali. O marido, sem cerimônia, estabelece o que pode e não acontecer: “apesar de nunca termos saído com rolinho (é como, alguns, chamam o homem desacompanhado que sai com casal), estamos tranqüilos sobre. Pode beijo na boca, oral, roçar na bocetinha dela sem camisinha, anal ela gosta, mas penetração - em qualquer caso - sempre com preservativo. O mais importante é não me chamar de corno, não ficar com ela sozinho e sequer cogitar a possibilidade de saírem só vocês. Segue o combinado ou pega suas coisas e vai embora!?” Sigo o combinado, pois jogo aberto e admiro esta postura. Somente acrescento o que não curto (uso de drogas, homossexualidade masculina e SM). Estando bom para ambas as partes (casal e solteiro) vamos a diante... Mas que pena que não é sempre assim. Isso porque existem o que chamamos de mal resolvidos.

Existem “casais e Casais”. Destes, eu prefiro os segundos e, preferencialmente, os casados (brevemente explico o porque). Perfis dos mais variados estão espalhados por aí e, infelizmente, alguns “perigosos” estão a solta e nos rondam. Casais que saem de casa jogando com o acaso, isto é, não sabem o que querem e se realmente querem; ou pior, uma das partes sente imensa vontade, já a outra não. Casais que vão pro tudo ou nada (topam tudo), mas que as vezes esquecem de avisar sobre como são. Casais decididos e entendidos entre si (com estes eu me identifico). Que estão juntos na realização de uma mesma fantasia (por mais que um do elo tenha maior aproveitamento do memento, estão convictos do que estão fazendo e são cúmplices por vontade própria) e acertaram ao colocar as cartas na mesa (para eles mesmos) antes de irem ao encontro de uma terceira pessoa. Estes últimos têm, em um encontro, 99% de êxito garantido. O percentual restante (1%) apenas depende da outra parte, e se esta não agradar (em uma ocasião), surgirão outras possibilidades, outros encontros (momentos) e a pessoa certa virá (não há dúvida quanto a isso)! Eu poderia prosseguir descrevendo diversos perfis diferentes de casais, porém o que me interessa é mostrar que, apesar da diversidade, somente existem dois lados: mal e bem resolvido.

Bem, eu sempre deixava a decisão (de haver ou não algo mais) a cargo do casal. Com isso – desculpem-me o termo - me fudi algumas vezes! Mas aprendi (descobri os danados dos lados. Entendi que apesar de não parecer, eu também tinha/tenho direitos) e hoje meus critérios precisam ser contemplados e meu limite também! Aliás, todos devemos ter e deixá-los explícitos! Sempre enfatizo que o fato de termos marcado algo e estarmos frente a frente, não impõem que aconteça o sexo. Podemos ficar no chopinho, no papo e amizade APENAS! No passado, quando iniciante (conforme falei no início do parágrafo), quando ainda não sabia dizer não a um casal, errei (e por mais de uma vez, confesso) ao aceitar ir “as vias de fato”. Porém, o meu erro estava única e exclusivamente ligado à questão estética, ou seja, ter aceitado o relacionamento sexual com um casal (a mulher no caso) que não me agradava fisicamente! Péssimas decisões resultaram em desempenhos indesejáveis e por necessidade á base de álcool (risos). Mas, enfim, ficou no passado. Pois, como diz o provérbio: “persistir no erro é burrice!”

Por outro lado, a decisão desarmônica de um casal em sair com um single é, na minha opinião, de alta periculosidade. É um erro que pode ganhar proporções gigantescas. Exemplo de prática: estou com um casal em um motel. Enquanto ela e eu aproveitamos momentos de prazer, ele está distante e com um semblante de dúvida, receio... Como se questionasse a si mesmo: “o que estou fazendo aqui? Por que estou permitindo isso?” Milhões de perguntas o cercam ao som dos gemidos de sua mulher. O que acontece com esses casais depois? Não sei! Cara feia pra mim (como já vi em ocasiões como esta) é fome, e eu não tenho culpa se o “amigo” não estava pronto! Bis (repeteco), rola? Nem pensar! A não ser que o tempo promova mudanças (até acredito – em alguns casos). O que eu estou querendo dizer é que todo inconveniente, quando ocorre no primeiro encontro (leve em consideração o papo aberto e franco que eu sempre me disponho a ter), gera seqüelas que acabam por inibir uma “outra vez”. Isto é, a gente repete o que foi bom, deu certo e pode melhorar, e não o que foi ruim. Nem tem clima pra isso.

Eu já expus esta situação para casais amigos. Perguntei se é intransigência minha não dar uma segunda oportunidade a casais que, no primeiro momento, tenham se mostrado mal resolvidos. Apenas excetuaram os casais iniciantes. Porém, eu não tenho como regra: “todo iniciante é mal resolvido”. Eu, particularmente, penso que quase todo iniciante é pouco informado – o que é bem diferente de mal resolvido. E não sou o tipo que concorda com quem se diz iniciante já tendo contato com o meio há um ano (serão eternos iniciantes?). Sendo assim a regra “sem bis” para inseguros e imaturos segue valendo (risos).

Ciúme faz parte de qualquer relação saudável onde exista amor. Casais swingeres se amam, mas antes de por “a cara a tapa” trataram o ciúme (bem, isso é regra.Quem não cumpre...), desvinculando prazer carnal de paixão, de amor... Meu recado é: amigos (maridos), não pensem em sair com um rolinho pra amanhã dizer a ela: “mas eu topei sairmos com um solteiro, por que não uma solteira agora?” Ou pior, sair com um cara para pagar uma dívida de uma trepada passada! Que relacionamento é este que ficam dívidas de ordem sexual envolvendo terceiros? Faça o ménage masculino por desejo, por fantasia e não como argumento, álibi, prerrogativa, pagamento... Tome cuidado com o arrependimento! Minhas lindas (esposas), não coloquem seus maridos contra a parede e não insistam no mesmo erro: “a gente sai com um rolinho e depois eu aceito uma rolinha!”Como homem ele vai querer outra mulher, mas não sendo sua vontade o encontro com um homem, nada será proveitoso! O falso prazer de hoje pode ser o calo do seu relacionamento de amanhã. Isso se tiver amanhã! Enfim, joguemos abertos. De forma inteligente e madura. Tratemos de fantasias, de amizade, de confiança, de cumplicidade e de respeito. Não se troca desejos (faz isso por mim que eu faço aquilo por você... Isso, na maioria das vezes, é sacrificante. Portanto, não é bom). Faz bem o que é bom para os dois, ou melhor, para todos! Grite, berre e negue toda vez que fazer algo seja sacrificante pra você. Busque o dialogo antes e depois de cada encontro. Ponha as cartas na mesa, porque com o jogo limpo e aberto todos saem ganhando!



É isso, fique ligado e a vontade!




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Por Brad Montana

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