02/03/2010

O Delicado Ato de Selecionar

Viver em um mundo colorido, onde tudo esteja em harmonia, em que toda manhã um céu azul e límpido denuncia um dia de praia perfeito é tão utópico quanto acreditar em um “universo swing equilibrado e conectado”. A pluralidade existe, as diferenças são mais que peculiaridades e o SELECIONAR se faz obrigatório quando se almeja satisfação. Uma seleção feita, exclusivamente, com base nos próprios interesses, prioridades e critérios. E, que muitas vezes, gera impressões negativas sobre aqueles que são explícitos sobre o que querem e, especialmente, sobre o que NÃO querem. Uma linha tênue separa o direito de escolher e o dever de não ofender. Como assim? Quando, por decisão própria, incluo no meu perfil que mulheres com mais de 40 anos NÃO me interessam, preciso medir as palavras para que estas mulheres – com mais de 40 – não se ofendam. A grande questão é que, mesmo não sendo ofensivo, o que é explícito acaba por desagradar a quem é “excluído”. Uma questão que deveria ser encerrada ou sequer acontecer quando fosse contemplado o direito de cada um em buscar e descartar o que quer estando tudo sob legalidade.

Na ótica liberal, invariavelmente, vejo algumas pessoas interpretarem o gosto alheio. Particularmente acho estupidez! Gosto não se discute, cada um tem o seu e PONTO. Não há como dizer o que é um bom gosto e o que é um mau gosto. Pior que isso é classificar, ideologicamente, as preferências do próximo e fazer um esboço de caráter após a leitura de mil caracteres em um perfil – que, de fato, não passa de uma breve apresentação com fins sexuais. No corpo do texto de seu perfil você traz as palavras: busco, gosto, não curto e descarto. Nenhuma dessas palavras têm significado vexatório ou preconceituoso. No entanto, quando você é extremamente explicito, enfático e irredutível em suas determinações, a sua proposta (lida as pressas por alguns) ganha um tom de discriminação e você se torna um preconceituoso (no mínimo). Apenas por ter escrito que busca pessoas jovens e belas (já que você se vê assim), gosta de lugares sofisticados e luxuosos (onde seja servido boa bebida e pratos), não curte relacionamento sexual com negros (RELAÇÃO SEXUAL) e descarta homossexualismo masculino. O que é apenas uma descrição de busca se torna (de forma deturpada): 1. Narcisismo, 2 Discriminação social, 3 Preconceito Racial e contra Gay’s. Cuidado pra não ir preso (risos). Quanta besteira, não?

Volto a dizer: a pluralidade existe, as diferenças são mais que peculiaridades. Existem pessoas que são tão diferentes que não cabe a “máxima” os opostos se atraem. Aliás, nem o convívio entre elas é agradável e recomendável – em dados casos. Um universo swing que se relacione em pleno equilíbrio não é possível. No máximo pode existir respeito, porém nuca afinidade geral. Cheguei a pensar que o fato de ser liberal me fazia ter afinidades com pessoas, também, liberais. Bastaram duas experiências pra ficha cair (uma com um casal analfabeto e “topa tudo” e outra com um casal bem mais velho que eu). Não tem jeito, selecionar é preciso (dana-se o que vão pensar. O ideal e achar alguém compatível com o que se busca). Fico impressionado com a quantidade de gente que acredita que, por estar em um “meio sexual”, o sexo possa (pra não dizer deva) acontecer de forma automática, sem critério. E fico indignado com aqueles que insistem em rotular os que definem de forma clara o que buscam e descartam. Ninguém é esnobe, arrogante ou metido por buscar qualidade. Quem tem critério não pode ser mal visto por não gostar de ir ao sacrifício como uns e outros. É como eu disse na introdução: se não há crime no que está na proposta de A ou B, não cabe reclamar. É o gosto de A e B e fim de papo. “Se não dá pra você ali, parte pra outra e segue a vida.”

E isso, fique ligado e a vontade!




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Por Brad Montana